Boa noite, boa tarde ou muito bom dia,
Senhoras e senhores, peixes e crustáceos,
Demais invertebrados, algas e cetáceos.
Creio que é hora de deixar a poesia,
Desde há tempos esquecida e abandonada,
Retomar seu lugar na paisagem molhada.
Aglomerem-se todos diante do meu bar,
E vamos brincar de sonhar uma vez mais
Aqueles sonhos bons que ficaram pra trás,
Dissipados como simples fumaça pelo ar -
Mas que ainda nos fazem navegar por aí,
Escondidos, sem terem deixado de existir.
Peixes e crutáceos, senhoras e senhores,
Eis que agora posso e devo declamar,
Em forma de poema, os meus loucos temores,
Os mais belos amores, desde que há o mar -
E de tudo que é mistério neste oceano,
Devo retirar o véu que incita ao engano.
Sei que muitos de vós não me entenderão.
Outros, porém, saberão que o que declamo
É tão somente o que demanda o coração -
Que sabe que quando faço aquilo que amo,
Torno-me uno com a vontade da Natureza
(A secreta razão por trás de sua beleza).
2 comentários:
Olá, o gato demorou demais para retornar à sua atividade. Sentimos falta, isso posso garantir.
Me surpreendi com essa poesia, pois ela não me parece tanto o seu feitio, mas não deixa de contar com o seu minucioso capricho. Adorei esse retorno, acho que não poderia ser feito em melhor astral.
Adorei as rimas, o ritmo e um gostinho bom que dá. Enfim, gostei. Até me lembrei de uma poesia que muito gostava, de um outro autor, que fala de um peixe e de um pescador XD
Gato do bar... prefiro o gato da caixa... exista por favor...
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